• Em promoção!
Grande Sertão: Veredas

Grande Sertão: Veredas

COMPANHIA DAS LETRAS , Outubro 2019

Grande sertão: Veredas, o único romance e a obra-prima de João Guimarães Rosa, caiu com estrépito no panorama literário brasileiro, em 1956. Revolucionário na forma - praticamente inventou uma língua nova - e no conteúdo, Grande sertão: veredas mudou a literatura e assumiu-se, desde o primeiro dia e ao longo do tempo, como uma das mais importantes obras literárias da língua portuguesa, comparada - na ambição e na universalidade - a obras como Os Lusíadas, Dom Quixote e Fausto.

Definido pelo próprio Guimarães Rosa como "autobiografia irracional", o romance usa como cenário o sertão brasileiro e os trilhos - "veredas" - que o gado vai sulcando no terreno árido, uma rede complexa de caminhos na qual é fácil perder o rumo - como na vida, como no mundo. No centro da encruzilhada está Riobaldo, protagonista-narrador,... Ler mais

Definido pelo próprio Guimarães Rosa como "autobiografia irracional", o romance usa como cenário o sertão brasileiro e os trilhos - "veredas" - que o gado vai sulcando no terreno árido, uma rede complexa de caminhos na qual é fácil perder o rumo - como na vida, como no mundo. No centro da encruzilhada está Riobaldo, protagonista-narrador, jagunço feito fazendeiro, que vai desfiando as suas memórias a um interlocutor desconhecido enquanto faz a sua travessia, debatendo-se entre deus e o diabo, entre o bem e o mal, a luz e as trevas. E dentro de Riobaldo está tudo: está o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria de todos os homens e mulheres. Porque "o sertão é do tamanho do mundo".

Os elogios da crítica:

"Rosa não escreve sobre o sertão. Escreve como se ele fosse o sertão. Um sertão que se enche de estórias para contrariar o curso da História."

Mia Couto

"A Língua Brasileira tem neste livro o seu maior chamado. Os mil povos que compõem a cultura do Brasil convergem neste esplendor. Este romance não é um romance, é um país deitado às palavras, levantado das palavras."
Valter Hugo Mãe

"Este é o grande sertão da Língua, onde o verbo abraça a brisa - e a transforma, onde o amor se desdobra como mistério quieto - e quase desflora, onde a literatura se afirma universal - mas como delicado quintal. Nestas páginas há veredas que murmuram dois potentes segredos com nome de flor e homem: Rosa, Guimarães. A vida se aumenta. O leitor sonha. A literatura renasce."
Ondjaki

"Quando lemos Guimarães Rosa e seu maravilhoso Grande Sertão: Veredas, tem algo dito ali que não pode ser dito de outra forma. (#) A grande visão da vida que nos dá uma obra literária é o que faz esta obra ser grande."
Mario Vargas Llosa

"Nunca vi coisa assim! É a coisa mais linda dos últimos tempos. Não sei até onde vai o poder inventivo dele, ultrapassa o limite imaginável. Estou até tola. A linguagem dele, tão perfeita também de entonação, é diretamente entendida pela linguagem íntima da gente - e nesse sentido, ele mais que inventou, ele descobriu, ou melhor, inventou a verdade."
Clarice Lispector (carta a Fernando Sabino)

Ler menos
Colecção
Companhia Das Letras
Páginas
472
Idade recomendada
Adultos
Formato
Capa mole
Idioma
PT
Data de publicação
2019-10-01
Autor
João Guimarães Rosa
Editora
COMPANHIA DAS LETRAS
Colecção
Companhia Das Letras
Páginas
472
Idade recomendada
Adultos
Formato
Capa mole
Idioma
PT
Data de publicação
2019-10-01
Autor
João Guimarães Rosa
Editora
COMPANHIA DAS LETRAS
9789896658137
2019-10-01
Não há opiniões
João Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa
Ver mais
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, no estado de Minas Gerais, a 27 de junho de 1908. Foi um escritor, diplomata, e médico brasileiro, considerado unanimemente um dos maiores escritores brasileiros de... Ler mais

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, no estado de Minas Gerais, a 27 de junho de 1908. Foi um escritor, diplomata, e médico brasileiro, considerado unanimemente um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Foi o segundo marido de Aracy de Carvalho, conhecida como "Anjo de Hamburgo" pela ajuda preciosa que prestou a refugiados judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Estreou-se na literatura em 1936 com o volume de poemas Magma. Algumas das suas obras mais marcantes são o volume de contos Sagarana, publicado em 1946, o livro de novelas Corpo de baile e o romance Grande sertão: veredas, estas duas publicadas em 1956. Grande Sertão: Veredas é o único romance e foi distinguido, no momento da sua publicação, com o Prémio Machado de Assis, do Instituto Nacional do Livro, o Prémio Carmem Dolores Barbosa, e o Prémio Paula Brito. A sua publicação fez com que Guimarães Rosa encabeçasse a lista dos melhores escritores da terceira geração modernista, a par de Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto.

Guimarães Rosa foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1963. Morreu inesperadamente apenas três dias depois de tomar posse, a 19 de Novembro de 1967, no Rio de Janeiro, no auge da sua carreira literária e diplomática. Estava indicado como um dos possíveis nomes para receber o Prémio Nobel de Literatura

Ler menos
Ver mais
Subscreva a nossa newsletter de novidades editoriais

Actualidad

Artigos relacionados com este livro

Opiniões

Opiniões

Não há opiniões
Artigo adicionado à wishlist