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Felizes anos de castigo

A obra-prima de uma escritora de culto, tão enigmática quanto fascinante.

«Uma breve narrativa autobiográfica em registo sfumato, ainda que vívido. […] Intensidade emocional e linguística equivalem-se, sustentam-se. E o texto, melancólico, distante, procura o diferente, o irremediável e o bravio.»
Pedro Mexia, Expresso

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Prémio Boccaccio Europa | Prémio John Florio

UM DOS MELHORES LIVROS DO ANO 2023: Público e Expresso

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Características

Chancela Alfaguara

Autor(a) Fleur Jaeggy

Tradutor Ana Claúdia Santos
ISBN 9789897849787
Data de publicação Outubro de 2023
Edição atual 1.ª
Páginas 120
Apresentação capa mole
Dimensões 150x235mm

Coleção Alfaguara

Idade recomendada Adultos
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Descrição

«Passaram tantos anos, e ainda torno a ver o seu rosto, um rosto que busquei noutras mulheres, que nunca encontrei. Era muito íntegra. Uma coisa perigosa. […] Nunca demos a mão. E tê-lo-íamos achado ridículo. Viam-se pelos caminhos rapariguinhas de mão dada, a rirem-se, a ‘fazerem de amigas’, a fazerem de amantes. Em nós, havia uma espécie de fanatismo que impedia qualquer efusão física.»

Felizes anos de castigo conta a história de uma rapariga à procura de si mesma, num colégio interno suíço, nos anos 1950. Respira-se aqui uma atmosfera densa de cativeiro, sensualidade inconfessada e alienação. A protagonista é uma rapariga incomum, que se deixa fascinar por uma outra, bela, sofisticada e inteligente. Entre elas nasce uma relação ambígua, de luz e sombra. Num estilo límpido mas pleno de frémito, Fleur Jaeggy faz reverberar nesta narrativa a corda secreta de um mundo apartado da realidade, onde se vê, numa voragem, «a vida passar pelas janelas».

Felizes anos de castigo pertence a uma linha do tempo mais indefinida do que a época ou as pessoas que retrata: desenrola-se na memória, essa espécie de século à parte dos outros.

«Uma escritora magnífica, brilhante, selvagem.» Susan Sontag

«A caneta de Fleur Jaeggy é como a agulha de um entalhador a desenhar as raízes, os galhos e os braços da árvore da loucura — uma prosa extraordinária. Tempo de leitura: quatro horas. Tempo de recordação: a vida inteira.» Joseph Brodsky

«Fleur Jaeggy possui o invejável dom do olhar inaugural sobre as pessoas e as coisas, entretecendo uma mistura de frivolidade circunstancial e sabedoria autoritária.»
Ingeborg Bachmann

«Ler Fleur Jaeggy é parecido com mergulharmos nus num roseiral negro, de tal modo ficamos perplexosperante tamanha beleza: é um gesto veloz e espinhoso, e emergimos do lado de lá cobertos de sangue.»
The Paris Review

«[Uma escrita] de pequena escala, intensa, impecavelmente incisiva.»
The New Yorker

«Tal como quase todas as assombrações, os livros de Fleur Jaeggy são muitasvezes barrocos, mas lançam um estranho feitiço e fazem com que os leitores se lembrem deles, sobretudo, como austeros.»
The New York Review of Books

«Sublime, áspero, triste. [Um romance]excepcional.»
Literary Hub

«É na delicadeza do olhar que Felizes anos de castigo triunfa tão completamente.»
Ana Bárbara Pedrosa, Observador

«Da discretíssima e notabilíssima Fleur Jaeggy […], uma breve narrativa autobiográfica em registo sfumato, ainda que vívido. […] Intensidade emocional e linguística equivalem-se, sustentam-se. E o texto,melancólico, distante, procura o diferente, o irremediável e o bravio, seja o enigma erótico da inteligência, o ubi sunt que evoca colegas que nunca mais vimos, ou o desaforo com que se escolhe irrevogavelmente alguém, como uma jovem abastada que beija o seu cavalo.»
Pedro Mexia, Expresso

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